terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

noite que se desfazem pequenos grãos ou goles de sombra que são fogos e memórias cruzados com a aurora de Junho, esse lugar sem lugar onde começa agora lentamente a arder, elementar e fria, a tempestade inútil que é o dia com as mãos em silêncio observo igualmente mudo também a voz que fermenta lentamente na gargantaas mãos que dilaceram quase líquidas uma a uma a memória[a anémona suspensa da memória...]a esfera do tronco disperso imaginado repousando completamente imóvel no seu leito escurode gestose silêncios Com os dedos anoitecidos exploro minuciosamente a abóbada insuportáveld o dorso como as folhas filtrando a luz que vem subindo rápida do sangue sobre as mãos carcomidas pelos próprios gestos que apodrecem antes mesmo de nascerem e poderem florir. De um único golpe ou galope corrompido abro os ventos ou as águas que a boca não impede a sede que a língua não produz examino a página fria das pálpebras onde se lê de uma vez só a biografia inteira espessa e escassa impotente do olhar da tábua vazia do peito colho a flor da dúvida abro na parede de névoa o furo obscuro sintético do olhar a lâmina do mar corta ao meio o céuentalhado na arriba há muito estagnadao sopro imóvel minerala asa estéril imensa abertado exausto litoral o íngreme a noite ser:mas o litoral do corpo são o discurso e as palavrasafinal todo o sera espera, dizem-me, completamente branca do vero arco ou ficção o labirinto a intriga sem falhas do saberé assim a terra mutilada pela própria respiraçãoduro lento imóvel insondável animal...Devagar!Devagar e sem demasiadas ilusões, pois,que a visão das coisas em redor,seja agora ou depois,infecta semprefatalmente o próprio olhar!


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2 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  2. Agradeço penhorado a generosidade das iobservações. E já sabe, Amigo arquivista: volte sempre que queira, ouviu?

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