sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Santa Margarida [Montemor-.o-Novo, Évora] Um lugar...


... onde o espelho criador da vontade longo tempo suprimida---
subitamente desmoronada
a casa insensata de cálculos e louvores---
pousa simplesmente e canta ou arde iluminada
de imprevistos opacos mas lêvedos rumores cor de tenra esmeralda...

[Fotograia de M.M.R.G.]

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Les songes comme une phosphorescence de la tête enragée

De cette main féroce et indéchiffrable même pour moi
je brandis les rêvesles impitoyables rêvesla blessures des rêves
La clairière des rêves
les épaules fécondes du silence
où s'abritent mes rêves en préméditée désordre .
la tache difficilement tangible de la mémoire enragée
cherchant comme un ciel ou un cible
la tête turgescente qu' elle bouscule
continument de bourdonnements funèbres délétères
et fidélités sagement involontaires.
les chuchotements je me mets alors à perpétrer que je trouve
un jour plus tard prisonniers de ma bouche éclairée
par la cage ombrée des dents comme des doigts fanés
comme un songe réveillé
comme un soudain éclat [ou phosphorescence...]d' ailes abandonnées
la lumière verticale et autoritaire coupant l' après-midi
comme un dard intoxiqué
du jour acéré le bleu démolila purée de la lumière empoisonnée
touts eux comme des routes folles des âmes oisives des fureurs malades
ou bien des démences fragiles et chétives
ou des fous définitifsdes coups surstâchant tous comme des arbres obsédées
ou d' impossibles rêves creux et impurs d' ouvrir
le soir comme un fruit mûr
...........................................................................
.et moi qui chante mon chant tout blanc illimité et cru
comme un chien dévasté de faim et dru
ou bien un voyage à deux faces en plus
ou encore un rêve providentiel sagement disparu...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

noite que se desfazem pequenos grãos ou goles de sombra que são fogos e memórias cruzados com a aurora de Junho, esse lugar sem lugar onde começa agora lentamente a arder, elementar e fria, a tempestade inútil que é o dia com as mãos em silêncio observo igualmente mudo também a voz que fermenta lentamente na gargantaas mãos que dilaceram quase líquidas uma a uma a memória[a anémona suspensa da memória...]a esfera do tronco disperso imaginado repousando completamente imóvel no seu leito escurode gestose silêncios Com os dedos anoitecidos exploro minuciosamente a abóbada insuportáveld o dorso como as folhas filtrando a luz que vem subindo rápida do sangue sobre as mãos carcomidas pelos próprios gestos que apodrecem antes mesmo de nascerem e poderem florir. De um único golpe ou galope corrompido abro os ventos ou as águas que a boca não impede a sede que a língua não produz examino a página fria das pálpebras onde se lê de uma vez só a biografia inteira espessa e escassa impotente do olhar da tábua vazia do peito colho a flor da dúvida abro na parede de névoa o furo obscuro sintético do olhar a lâmina do mar corta ao meio o céuentalhado na arriba há muito estagnadao sopro imóvel minerala asa estéril imensa abertado exausto litoral o íngreme a noite ser:mas o litoral do corpo são o discurso e as palavrasafinal todo o sera espera, dizem-me, completamente branca do vero arco ou ficção o labirinto a intriga sem falhas do saberé assim a terra mutilada pela própria respiraçãoduro lento imóvel insondável animal...Devagar!Devagar e sem demasiadas ilusões, pois,que a visão das coisas em redor,seja agora ou depois,infecta semprefatalmente o próprio olhar!


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